Capítulo 01
Ao me deparar com a chance de contar um trecho de minha história, me vi as voltas com a oportunidade que caia em meu colo de desatar alguns nós e, até mesmo, tentar entender um pouco do tudo aquilo o que vivenciei durante um período da minha vida.
Poderia contar sobre a minha fase de colegial, mas ela não foi nada interessante, até porque, o foco que eu pretendo dar a esta história nos leva para o lado amoroso de minha vida e, minhas paixões de colegial foram mais complicadas do que isso que vou lhe contar.
Então, nada melhor do que contar um momento feliz. Mas, a minha história não é feliz, só aparenta ser e enquanto você vai mergulhando nestas linhas vai percebendo que a minha vida está fadada as confusões amorosas, sejam elas platônicas, reais ou totalmente ilusórias.
Tenho certeza que você vai me achar um grande cafajeste, mas espero que chegue até o final e que me compreenda. Dado os avisos iniciais, vamos dar início a tudo isso.
…
Antes de mais nada, vamos as apresentações. O meu nome é Marco, tenho 27 anos e atualmente estou devidamente solteiro. Moro em Belo Horizonte, sobrevivendo a grande capital mineira em um apartamento modesto, num bairro relativamente nobre e com um emprego interessante em uma grande companhia de informática. Levo uma vida tranquila, acabei de trocar o meu carro e, confesso, estou a procura de um novo amor.
Resolvi voltar um pouco no tempo e contar uma história vivida quando eu tinha meus 19 anos. Na época, eu namorava com uma menina linda, chamada Amanda, que também tinha 19 anos e estudava na mesma universidade que eu, aliás, no mesmo curso que eu, para piorar, era da mesma sala que eu. Se muitas vezes as pessoas utilizam a falta de tempo como um fator determinante para um sucesso em um relacionamento, eu passava muito mais tempo do que precisava com a Amanda. Íamos juntos para a universidade, estudavamos na mesma sala, almoçavamos juntos, eu a levava em casa e, só depois disso, eu tinha algum tempo sem ela por perto. Se você achou isso bom, é porque nunca passou por esta experiência em um namoro.
Mas, ela me completava de uma maneira especial, apesar deste excesso de tempo em que ficavamos um ao lado do outro, conseguíamos levar o relacionamento adiante sem nenhum tipo de problema e isso me deixava feliz. Essa falta de problemas me fazia ver aquilo como um namoro ideal para mim, porque era algo completamente avesso ao que eu já tinha vivido e, por poucas vezes, tinha me sentido tão feliz.
Isso realmente me fazia bem e me cegava com relação ao que acontecia em minha volta. Com o tempo, acabei me afastando de boa parte dos meus amigos, sendo que a maioria deles era do sexo feminino e minha vida foi ficando centrada em meu curso e meu namoro.
…
Amanda era do tipo ciumenta excessiva. Um oi de alguma menina já era capaz de desencadear uma grande confusão seguida de uma expressão mais fechada, como se eu tivesse feito algo de muito grave ao dizer “oi” de volta, por educação, a quem me cumprimentou.
Mas ela me amava, eu a amava e, muitas vezes, passamos por cima dessas coisas. Se foi certo ou errado eu não sei, mas posso dizer que os três anos que passamos juntos foram importantes para o meu crescimento pessoal.
Mas os últimos seis meses deste relacionamento acabou sendo uma sucessão de bombas, descobertas e mancadas cujo desfecho minha memória jamais apagará.
E são estes seis meses que eu começo a contar a partir de agora.